Os preços recebidos pelos produtores rurais de Minas Gerais seguiram em queda no mês de junho, mostra levantamento do departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA). No mês passado, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agropecuários teve queda de 5,37%, enquanto o Índice de Preços Pagos (IPP) pelos insumos agrícolas aumentou 0,58%. Esses índices estimam a variação da renda agrícola e o comportamento dos custos de produção do setor, respectivamente. O levantamento mensal inclui a pesquisa de 42 produtos e 187 insumos agropecuários. A situação, conforme o relatório, foi mais desfavorável para o setor de grãos, principalmente para o milho e para o feijão, com quedas de preço de 10,57% e 10,68%, respectivamente. Já o preço do café teve ligeira alta, para o produtor, de 1,06% e o preço do arroz se manteve estável.
Os hortifrutigranjeiros tiveram queda acentuada em junho, de 13,76% em média. As maiores baixas foram para a couve-flor (-46,67%), o tomate e o repolho (-25%), a banana (-12,22%) e o mel, com queda de 18,18%. Dentre as principais altas nessa categoria, destacam-se: frango abatido, com alta de 20%, e couve, 7,26%.
Entre os insumos agrícolas que encareceram os custos de produção no campo, as altas mais expressivas em junho foram: fungicidas (5,78%), vacinas (4,82%), manutenção de equipamentos (8,84%) e carrapaticidas, com alta de 10,21%. As quedas nesse segmento ficaram nas rações (-13,85%) e nos inseticidas (-7,56%).
