O mercado formal de trabalho em Lavras seguiu o comportamento do cenário nacional, que em fevereiro apontou a criação de 148.019 postos, 16,2% menos que o saldo positivo gerado no mesmo mês do ano passado (176.632). Em Lavras, no entanto, foram registradas 495 vagas criadas no mês passado, 120 a menos que o saldo positivo gerado no mês de janeiro (615).Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que registra todas as demissões e admissões feitas pelas empresas que contratam pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
No primeiro mês deste ano, o saldo entre admissões e demissões foi de apenas 25 vagas. Os novos empregos gerados em Lavras em fevereiro passado correspondem a 0,33% de todos os 148.019 criados no País no período. O setor de serviços foi o que teve maior saldo positivo, com abertura de 174 vagas, seguido pelo comércio com 146 vagas e pela indústria da transformação com 82 vagas e a construção civil com 66 vagas.
Sem supresa
Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a redução no ritmo de admissões em todo o País ficou dentro das expectativas do governo e não preocupa. Marinho apontou dois fatores para explicar o menor número de contratações em fevereiro em relação ao ano anterior. Segundo ele, houve antecipação de admissões em janeiro em alguns setores da economia, como o de cultivo de cana-de-açúcar. "No Sudeste, essa atividade está crescendo e, em São Paulo, já há quatro ciclos de safra da cana", comentou Marinho. O outro fator foi uma "concentração de feiras e eventos turísticos" em janeiro do ano passado, que teria ajudado a elevar as contratações de trabalhadores naquela época.
O Caged é um cadastro oficial que registra todas as demissões e admissões de empregados feitas pelas empresas por meio da CLT, ficando de fora da estatística a movimentação de empregados domésticos e servidores públicos. Marinho disse que ainda é cedo para fazer previsões para 2007 sobre o comportamento do mercado de trabalho, afirmando que somente em maio essa avaliação será possível. Todos os setores da economia contrataram mais do que demitiram em fevereiro. O setor de serviços, que gerou 62,8 mil novas vagas, foi o destaque, seguido da indústria de transformação


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